Thriver


Thriver

A história começou exatos 23 anos atrás numa floresta não muito longe do centro do império Eridiano…


-Pai… porque devo aprender a cultivar?


-Ah filho… o submundo é muito forte em nosso continente, desde que viemos com o mestre Weiss do nosso mundo original, muito foi facilitado… mas as forças demoníacas surgiram no nosso terceiro passo aqui…


-O cultivo… como ele funciona? - Konnr II, um jovem de cabelos castanhos avermelhados e olhos verdes, neto de Weiss pela parte materna era muito curioso, mas desprezava seu talento nato para os métodos d’O Caminho, ou Tao.


-Sente-se, permita que eu mostre como circular a energia adequadamente, as pessoas nascem com Chackras e Dantiens, engana-se quem crê que Estes se intercalam e são correspondentes - Konnr o jovem, se sentou na frente de seu pai, numa postura plana com pernas cruzadas, levemente torto, mas natural dada a falta de prática advinda de seus meros 7 anos. - Com licença.


O pai colocou as palmas das mãos nas costas de seu discípulo-filho e forçou o caminho da energia, como esperado… não demorou para que seu filho entendesse o processo, isto é, sendo o mais novo membro da quarta geração de cultivadores da família, todos exímios guerreiros.


-Isto… Isto não é normal…


-O que… pai?


-Você é um prodígio… mas… os seus corpos sutis são… estranhos… eles possuem circulações próprias e… deixe quieto… vou relatar isto á Weiss…


….


Os corpos sutis são formas auricas que ficam ao redor da alma da pessoa, em geral, existem 7 corpos sutis, podem existir em mais ou menos números, afetando a densidade e poder de uma pessoa…


Konnr Lupo Corvae II, nasceu com 9 Corpos sutis… dois deles, mais próximos ao seu corpo físico, com Dantiens próprios… sutilmente atrofiados, mas funcionais…



-Mestre… entende o que quero dizer?


-Sim.. Konnr.. Ou ele não terá uma vida longa… ou é destinado a grandeza… de ambos os casos temos o primeiro, mas sofro pelo segundo…


-Ele está aqui: Venha, Kon!

-Sim… Eu… vou morrer?- disse ele com uma cara plácida, típica de um Buda mirim travesso..


-Calma… antes precisamos verificar… 


Novamente repetiram o passo das Palmas nas costas, Weiss, também conhecido como Rig o décimo, era mais experiente e velho do que Konnr I,  beirando a casa dos 91 anos, não aparentava ser mais velho do que 50 anos, sendo que seu discípulo e genro tinha 30 anos.


-O corpo físico dele é forte para a idade, embora que magro, agora… os corpos sutis…


O fechar os olhos direcionou seu Qi para o terceiro olho. O advento d’A Passagem, que astralizou a humanidade e fe-los cruzar para o mundo espiritual, em busca de sobrevivência, causou efeitos adversos… humanos com muita força espiritual passaram a desenvolver no físico seus órgãos espirituais. Ao juntar a quantia necessária de Qi (lê-se ki ou xi) o terceiro olho dele abriu se, uma iris tendendo ao dourado repleto de púrpuras, irradiando força no ambiente… Isso sempre maravilhou Konnr, cujo terceiro olho havia acabado de despertar..


-Oh ho…ho ho ho… Mas… um pingo de anel… Maravilhoso… meu jovem, aguarde na sala de espera do templo.


-Sim, mestre!



-Seu filho Konnr… nasceu com três naturezas de Qi… creio que no feto.. de modo a sobreviver a essa massa de energia gigantesca e potente que moldou a alma dele no plano das luzes, ele tenha desenvolvido núcleos de poder extras, você havia mencionado que ele parece ser extremamente normal correto?


-Com relação aos nossos do grande pavilhão do norte… sim… com os outros… um gênio nato…


-ho ho… dar-te-ei o treino dele… tudo material avançado… ele vai devorar isso como pudim, eu te digo… pudim!


-... Ok… - Weiss era um famigerado maníaco por doces… Konnr vivia estressado quando lidava com as tarefas de seu mestre, pois, aos moldes de Nazudin, tudo terminava em pudim.


-Mas advirto-lho, esse texto que passarei era considerado balela há alguns poucos anos atrás, fruto do dito Sábio dos Antigos…


-A escola do Tentáculo Amarelo? Eu pensei que eram um bando de malucos que lidavam com seres fora do comum e por pouco não morriam para eles


-Sim… Sim… O fato é que um deles, O Sábio Ne-an, descobriu uma energia primordial similar ao Yin e ao Yang, um trovão do vazio, precursor ao universo padrão Eridiano, chamemos isso de Zu-Lei, em comparativo os termo em Aklo que ele utilizou! A natureza dele lida com Yang, Yin e Zu-Lei! Todos no estado verdadeiro!


-Fogo, Gelo e Trovão primevo… isto se assemelha com as armas de Ansaz… O primeiro trovão matador de Ymir!


-Similar… reconheço nos padrões dos meridianos espirituais dele… ele tem um bom destino, mas há uma chance de tragédia, conte 22 luas novas a partir de hoje… se nada ocorrer de estranho.. sombras e afins.. 


-Um presságio divino?


-A insuflação de Ansaz-Wodhanaz! 


….


As luas correm como os rios primevos, tal como proclamado por Weiss, o jovem Konnr aprendia suas formas e técnicas como quem se delícia com a comida da avó… um prazer tamanho era observar o jovem alcançando a maestria com seus punhos, suas armas favoritas, no alçar da terceira lua (Mês), o jovem aprendeu a canalizar a energia do Qi primevo através de seus para-chackras nas mãos, tornando-as armas destrutivas, não se igualavam ao rei da montanha do leste, mas eram tão fortes quanto eram exímias, ele era conhecido por ter dedos leves, embora que não roubasse, isso levou seu pai a ensiná-lo nas artes dos meridianos dos assassinos dos montes Si-hul, afinal o submundo apenas crescia em força e as hostes dos demônios cresciam em números aliando-se as facções não-ortodoxas e a seita dos Mendigos-da-palma-azul.



O mundo de Ereden fica na fronteira com o mundo humano, um reino semi-espiritual, que em tempos primevos era conectado a terra… O nascimento, ou ascenção da divindade conhecida como Ereden ou, o infante celestial, causou uma alteração na ordem da matéria, tragando a humanidade para este mundo, quando eles estavam a um passo de conquistarem a orla da galáxia, ao entrar em dobra, as naves Leifr e Leifdrasir, utilizando dos motores de astralização da empresa Laerath, conseguiriam se materializar rapidamente no seu destino, a constelação de Capricórnio, buscando um planeta habitável chamado pelos astrólogos de Europa-11.


Magia era feito que se considerava natural com o avanço da física quântica, que passou a entender com lógica o funcionamento dos centros de força, como chackras e Dantiens (ou Tandem), eventualmente a humanidade se tornou uma sociedade de sábios, interessada em seu próprio divertimento com os mistérios do mundo e do universo, mas a chegada de tal conhecimento ocorreu tarde demais para o pobre planeta terra, maculado por anos de sofrimento causado pelos homens.


A nova sociedade humana buscou estender-se pelo mundo conhecido deixando uma semente de árvore do mundo, uma planta alterada geneticamente que recuperaria a terra para volta dos homens.


Não foi uma pena a chegada dos homens em Eridia, um mundo atípico que chamou a atenção dos sábio navegadores por seu pulso psíquico forte.


Eridia possuía vida como na terra, sábios e selvagens, o planeta, de uma forma suspeita era governado por apenas um império em todos os três grandes continentes, o grande império Eridiano, cultivadores do panteão do deus infante, chamado assim, por ter surgido numa revelação única para todos os sábios ao mesmo tempo:


“Ereden sou eu! Filho dos deuses ancestrais de Ansaz até Tian! Reunam-se! Este mundo deve ser chamar Eridia! Preparem-se pois os visitantes se aproximam e devem ser respeitados tanto quanto os respeitarem!”


Ereden é uma divindade jovem, tida como na adolescência de um deus… possuem três olhos e três chifres que desabrocham como flores quando este respira, sendo associado ao coelho Trihorne, endêmico no continente Ahur de Eridia.


É tido pelos Eridianos que foi Ereden quem guiou os visitantes, buscando ampliar a tecnologia local em seu plano do grande vicejar (Thriving)


Os visitantes ou Wissar como vieram a se chamar no dialeto local reconhecem Ereden como uma divindade ascendida através do cultivo com métodos diferentes, que resultou num ganho exponencial de poder e o adoram como um filho de Heimdall, pináculo do que um Wissar pode se tornar.


Fim do capítulo 1